12/08/2019

O Holocausto Brasileiro Que Matou 60 mil pessoas em Minas Gerais

O lado sombrio de um manicômio

Nem todos que eram internados naquele centro de horrores estavam com problemas mentais. Ali eram colocados à forças pessoas normais pelos mais diversos motivos.

Aquele filho homossexual de quem o pai tinha vergonha, "mandava para Barbacena".

Aqueles mendigos que "incomodavam" cidadãos de outras cidades com sua presença nas ruas, "mandavam para Barbacena".

Pessoas que tinham problemas mentais leves, mas eram pobres e se tornavam um peso em fazendas pois não produziam o suficiente para enriquecer o dono das terras "mandavam para Barbacena".

Crianças com altismo eram abandonadas à própria sorte, jogadas nuas em celas fechadas com adultos com os mais diferentes distúrbios.

Daniela Arbex escreveu um livro chamado Holocausto Brasileiro contando a história do Hospital Colônia de Barbacena que foi fundado 1903.

Barbacena que buscava o progresso acabou se tornando conhecida como "A Cidade dos Loucos". 

Do lado de dentro daqueles muros e paredes o cenário era tenebroso. Homens e mulheres geralmente nus, com graves problemas mentais (nem sempre), doentes com tuberculose e tantos outros rejeitados por suas famílias foram parar naquele lugar.

O horror durou até 1996 (até pouco tempo) e fechou a ata de sua história com mais de 60 mil mortos.

A instituição ganhou também R$ 600 mil com tráfico de corpos daqueles que ninguém queria.

Utilizava métodos de tratamentos experimentais, dava choques e medicamentos que muitas vezes levavam os pacientes à morte.

O valioso livro de Daniela Arbex estão diversos depoimentos chocantes.

Comente esse artigo! Use também o botão COMPARTILHAR logo acima.

Clima

booked.net